Maldito Seja o Rio do Tempo

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 240
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722052429

Tenho deste autor “Os Cavalos Roubados” mas ainda não o li. Por essa razão não consigo comparar a escrita deste autor e a sua evolução.

“Maldito seja o Rio do Tempo” não é uma leitura fácil nem tão pouco para todos os dias. Foi-me necessária alguma concentração porque o narrador, o personagem principal, atropela um pouco os seus pensamentos, deambulando pelo passado e pelo presente sem especificar concretamente, nalgumas situações, com quem partilha as suas acções. Este atropelo traduz de uma forma admirável como se encontra a sua vida. Uma perfeita confusão! Numa fase de divórcio, Arvid tem conhecimento que sua mãe tem uma doença terminal… E se por um lado tenta recuperar a sua relação ela, pautada por alguma indiferença, por outro refugia-se na bebida, trazendo-lhe esta alguns incómodos.

Sendo sincera não posso dizer que foi uma leitura que me prendeu de uma forma extraordinária. Esperava algo diferente. No entanto, esta história captou a minha atenção, sobretudo porque o passado e o presente confluem constantemente no discurso do narrador e as histórias vão-nos sendo transmitidas em catadupa, traduzindo bem o seu estado de espírito. Algumas frases longas, plenas de acções, são exemplo disso.

Fiquei curiosa com esta escrita tão peculiar e lerei em breve o primeiro livro deste autor nórdico.

Terminado em 14 de Julho de 2013.

Estrelas: 4*

Sinopse

Estamos em 1989 e, por toda a Europa, o comunismo está em colapso. Arvid Jansen, de 37 anos, encontra-se à beira de um divórcio. Ao mesmo tempo, à sua mãe é diagnosticado um cancro. Durante alguns dias intensos, no outono, seguimos Arvid enquanto ele se esforça por encontrar uma nova base para a sua vida, ao mesmo tempo em que os padrões estabelecidos à sua volta se estão a alterar a uma velocidade estonteante. Enquanto tenta conciliar-se com o presente, volta a recordar as suas férias na praia com os irmãos, o namoro, e o início da sua vida de trabalho, quando como jovem comunista abandonou os estudos para trabalhar numa linha de montagem.
Maldito Seja o Rio do Tempo é um retrato honesto, enternecedor e simultaneamente bem-humorado de uma complexa relação entre mãe e filho, contado na prosa precisa e bela de Petterson.

 

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