«Raparigas Mortas» de Selva Almada :: Opinião

“Quando eu era pequena, adorava ir ao cemitério. Nas tardes soalheiras, nos domingos de inverno, com sacos de crisântemos ou dálias, flores que o avó plantava no seu jardim com o único objectivo de enfeitar as sepulturas dos nossos mortos. (…) Havia sobretudo dois túmulos que me causavam fascínio e espanto, um sentimento romântico, obscuro,…