«O Bom Inverno» de João Tordo :: Opinião

Frustrado, cínico e hipocondríaco, o narrador: um escritor entregue à melancolia e a um certo ócio, está descrente do poder da literatura. Céptico com o poder dos livros e das suas histórias e, igualmente pessimista com o que a realidade tem para lhe oferecer. “Se antes eu era um pessimista, depois de comprar a bengala…

O Luto de Elias Gro – João Tordo

O Luto de Elias Gro é o terceiro livro que leio do João Tordo, contudo é o primeiro que me consegue verdadeiramente maravilhar. Não me vou alongar. Não vale a pena, pois não será suficiente. Das frases perfeitas, às palavras escolhidas com engenho, passando pela habilidade das descrições completas e muito belas, que me falaram…

«O luto de Elias Gro» de João Tordo :: Opinião

Em «O luto de Elias Gro», um homem procura a solidão, mas encontra em pessoas singulares todas as razões para não se refugir na frieza das paredes redondas que o abrigam, que lhe devolvem os pensamentos que ele mais quer afastar, Numa ilha isolada e que resiste a diversos sofrimentos, também outras pessoas procuram esquecer…

“Biografia Involuntária dos Amantes” – o retorno aos livro de João Tordo – Opinião

Biografia involuntária dos amantes talvez seja um livro para não compreender. Ou melhor, não compreendemos toda esta voluntariedade que esta submersa numa vontade obscura e meio distorcida do personagem principal em sofrer as dores alheias. O enredo tem um fio condutor um tanto alucinante. Se pelo início, colidimos com inúmeras questões de verosimilhança, mais tarde…

Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo

Há o amor. E depois há algo a que muitos chamam amor, que consideram amor mas que mais não passa de loucura ou de obsessão ou simplesmente de solidão. Por vezes a ideia do amor é tão forte que a nossa própria história se transforma para dar lugar à história de uma amor inexistente, ou…

Biografia Involuntária dos Amantes – João Tordo

Não me identifiquei com este livro, no entanto li-o com entusiasmo. É uma estranha contradição. Mais de 400 páginas de percursos de personagens caracterizados pela melancolia e por um grande desencanto com a vida, com os quais não me identifico, mas não pude deixar de me envolver pela beleza da narrativa de João Tordo. Admito…