A saga de Alex 9: A guardiã da Espada, de Bruno Martins Soares

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Deixem-me começar por dizer que não gosto da capa e não gosto da referência ao George Martin  Português. Estas duas coisas quase me fizeram passar ao lado deste livro. Resolvi dar-lhe uma oportunidade porque quero começar a ler mais ficção científica e fantasia portuguesa. E depois da acabar de ler o primeiro livro da trilogia (esta edição contém os 3 livros, o que é uma excelente ideia) não me arrependo.

Em primeiro lugar deixem-me contextualizar este livro: foi publicado (e muito bem, no meu ponto de vista) numa colecção “Teen”. É um livro pequeno, direccionado a adolescentes e é o início de uma saga de ficção científica. É um livro de construção do mundo. Ou, neste caso de mundos. 2 para ser mais precisa.

Uma das coisas que me atraiu, que considero extremamente relevante e importante é que o herói desta jornada é uma mulher. É importante para meninas e meninos que haja alternativa ao comum herói. Claro que há sagas em que a personagem principal/heroína é uma mulher mas, neste caso, a heroína é apresentada como uma lutadora, uma protectora, na verdade uma máquina de guerra. Outra coisa que me deliciou foi a total ausência de romance. Ah, como gostei disso. E sim, eu sei que ficou a ideia de um romance, que isso vai mudar nos próximos volumes mas não faz mal. Eu não sou contra todo e qualquer romance (euzinha, casada e feliz que sou). Só sou contra a inevitabilidade do romance. O romance, a existir, será secundário. Mesmo quando o amor se desenvolver e se intrometer no caminho, a minha aposta é que não será um amor romântico tradicional.

Achei a apresentação dos mundos (a terra futurista – a parte sci-fi deste livro – e a terra medieval – deve ser daqui que vem a comparação com o Martin) muito bem conseguida. Quem lê este género de livro sabe que a primeira impressão é sempre de confusão e resistência mas a transição de “estou a ler um livro de fantasia” para “estou a viver esta aventura com a Alex” é rápida e natural.

Para já prefiro não falar muito acerca desta história que está, claramente, incompleta.

O tabuleiro está montado, cada personagens tem o seu lugar. As primeiras alianças estão feitas. Para o bem e para o mal, os lados estão escolhidos (e claro que se espera ainda algumas surpresas neste aspecto mas a coisa não teria piada de outra forma) e os dados estão lançados.

Quem me dera ter tido este livro nas mãos quando tinha 15 anos.

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