De Amor e Sangue de Lesley Pearse

Há quem escreva muito bem. Umas vezes com uma escrita bonita e fluida, outras, mais intricada chegando ao ponto de não ser entendida por todos os leitores. Umas atraem, outras enfadam. Ambas bem escritas mas diferentes.

Considero que Lesley Pearse escreve bem. Que faz parte do primeiro grupo de autores que mencionei. A história, sempre bem contextualizada, apaixona o leitor e leva-o para muitas viagens, para caminhos e mundos desconhecidos. Adoro quando isso me acontece! As muitas páginas (662) parecem poucas porque são lidas rapidamente e os lugares são-nos reais, os odores infiltram-se no nariz, o barulho torna-se audível. Ja não estamos “aqui” mas vamos para “lá”!

Se ficasse por aqui, já esta leitura teria valido a pena. E muito. Mas há mais. Quando corre uma lágrima, sorrateira e inesperada, dos meus olhos então sei que a escrita tocou o meu coração. Se isso faz diferença? Faz TODA a diferença! Faz querer pegar nos livros dela que cá tenho na estante e devorá-los de imediato. Sim, porque se trata de devorar uma leitura, aquilo que estou a falar. E isso sabe tão, mas tão, bem!

A história? Vão ter de ler mesmo. Porque não a saberia reproduzir em poucas palavras e também não quero contar-vos praticamente nada. O local? Inglaterra, ano 1832 e seguintes.

E se querem um conselho não leiam a sinopse. Deixem-se levar, peguem no livro e leiam. Vai valer a pena!

Sinopse

Somerset, 1836.

A recém-nascida Hope é a prova viva do adultério da mãe, a aristocrata Lady Harvey. A sua chegada a este mundo não é festejada e as lágrimas em seu redor não são de alegria. Imediatamente arrancada àquele meio privilegiado e entregue nas mãos dos Renton, uma família pobre mas acolhedora, Hope cresce sem saber a verdade sobre as suas origens. E quando chega o dia em que também ela tem de começar a contribuir para o sustento da família, é precisamente para os Harvey que trabalha. Deslumbrada perante a mansão luxuosa, a elegância dos seus patrões e a beleza que os rodeia, Hope enfrenta com brio e gratidão a extenuante rotina de trabalho.

Mas a descoberta de uma ligação proibida vai lançá-la sozinha para as ruas, para uma vida de miséria e solidão. É na adversidade, porém, que descobre uma força interior que desconhecia, bem como um talento para ajudar os mais fracos. Trata-se de um dom que não passa despercebido ao Dr. Bennett, que a leva consigo para a Crimeia, para ajudar a tratar dos feridos vindos dos sangrentos campos de batalha. Mas os segredos do passado teimam em vir ao de cima, e Hope tem ainda um longo caminho a percorrer na tentativa de enfrentar o legado do seu nascimento.

 

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