Romance Acidental – Martha Woodroof

romanceacidental Romance Acidental foi um inesperado prazer de ler.

Personagens grandiosas na sua simplicidade e compulsiva bondade. Personagens com conteúdo. Personagens que gostaríamos de conhecer.

Rose Callahan, é uma personagem iluminada, que ao contrario do comum dos mortais coloca a ênfase na substancia e não na superfície e empaticamente relaciona-se com todos, incluindo quem se fecha por insegurança ou protege segredos, na livraria, alma da universidade e da comunidade.

Marjory que numa fase inicial da trama morre, liga Rose a Tom. Agnes, a minha personagem favorita, tem uma relação de sincero afeto e apreço mutuo com o genro, e esta será posta `a prova com a chegada de Henry, uma impossibilidade física disfarçada de responsabilidade legal.

E finalmente, Russel e Íris, duas personagens que se detestam mas… se protegem.

Uma historia arrebatadora pela forma magistral como é contada. O alcoolismo e os recomeços. E também, o medo de perder a liberdade. Um acidental romance com o leitor. A vida acontece na ficção.

Sinopse:

Há muito que Tom Putnam se resignou a uma vida solitária. 
Os seus dias são passados a dar aulas de Inglês, a moderar as excentricidades dos colegas, e a cuidar de Marjory, a mulher neurótica que o prende num casamento disfuncional. O seu ideal de felicidade inclui (unicamente) as prateleiras poeirentas da livraria da universidade. Uma rotina ordenada e apática que corre o risco de ruir com a chegada de Rose Callahan, cuja missão é reavivar a decrépita livraria.
A energia de Rose e a sua indiferença perante a rígida hierarquia académica têm o dom de despertar os espíritos mais adormecidos. A começar pelo próprio Tom, cuja vida está prestes a mudar, ainda que não da forma (romântica) com que secretamente sonha. Numa carta breve, a poetisa com quem teve um desastrado caso amoroso no passado traz-lhe duas notícias. A primeira: Tom tem um filho com dez anos chamado Henry. A segunda: Henry está prestes a chegar.
Tom fica nas nuvens. E não desce à Terra mesmo perante o facto (óbvio) de Henry não poder ser seu filho e o desaparecimento (definitivo) de Marjory. A verdade é que a simples presença de Rose é suficiente para lhe encher o coração de amor. Mas este sentimento, sem o qual já não imagina viver, é, ironicamente, o único com que Rose não consegue lidar. E é então que, um dia, Rose desaparece misteriosamente…
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