Hotel Sunrise – Victoria Hislop

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Deveria ter publicado o meu comentário há alguns dias. O livro em causa merecia. Contudo, o cansaço do fim do dia de expediente e´ tal, que leio compulsivamente, mas não consigo ordenar ideias para exprimir com justiça a minha opinião sobre um livro. Provavelmente, um problema comum a muitos que gostam de partilhar o que de bom e de mau sabem sobre o ultimo livro que leram.

Victoria Hislop já provou ser uma boa contadora de historias com “A Ilha” e “A Arca”, dois dos seus romances que li. Não desilude e justamente por isso, sempre que um dos seus romances sai procuro lê-lo. Com um bom tema de fundo, apoiada na Historia que tanto material dispõe, faz uma boa investigação e compõe um enredo maravilhoso com personagens com toda a panóplia de emoções para enfrentar as adversidades da vida. Mais do que um romance ficcional, uma incursão pelo passado recente com um aperto no peito.

“Hotel Sunrise”, o lugar onde boa parte da acção se passa. Um luxuoso hotel num paraíso terrestre, que a ganancia e a cupidez deitaram a perder. Os homens na sua ânsia de poder e separando etnias que tinham tudo para se dar bem, iniciaram uma revolta que culminou num trágico desfecho que a ninguém beneficiou. As mulheres na sua infinita sabedoria compreenderam que os afectos superam mesquinharias, e assumiram responsabilidades, em vez de atribuir culpas e alimentar um ódio sem sentido.

Mais um do que um romance, uma lição que nunca aprendemos.

Leitura empolgante que se torna imparável nas primeiras paginas com o glamour e o sucesso, para depois nos inquietarmos com a destruição e decadência que os membros de duas famílias valentes testemunharam ocultos nas sombras. O desfecho que procuramos saber e´bem conseguido.

Sinopse:

Famagusta, no Chipre, é uma cidade dourada pelo calor e pela sorte, o resort mais requisitado do Mediterrâneo. Um casal ambicioso decide abrir um hotel que prime pela sua exclusividade, onde gregos e cipriotas turcos trabalhem em harmonia.
Duas famílias vizinhas, os Georgious e os Özkans, encontram-se entre os muitos que se radicaram em Famagusta para fugir aos anos de inquietação e violência étnica que proliferam na ilha. No entanto, sob a fachada de glamour e riqueza da cidade, a tensão ferve em lume brando…
Quando um golpe dos gregos lança a cidade no caos, o Chipre vê-se a braços com um conflito de proporções dramáticas. A Turquia avança para proteger a minoria cipriota turca e Famagusta sucumbe sob os bombardeamentos. Quarenta mil pessoas fogem dos avanços das tropas.
Na cidade deserta, restam apenas duas famílias. Esta é a sua história.
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