A Vida Quando era Nossa – Marian Izaguirre

avidaquandoeranossa

A Vida Quando era Nossa, um titulo que adorei. Uma frase tão simples mas com tanto significado.

A sinopse fez o resto, e ler este romance era uma prioridade, quase uma obsessão, que tive que gerir ate surgir o momento certo. Quando este chegou, não poderia ser mais prazeroso.

Vários são os fragmentos desta narrativa que nos tocam como leitores compulsivos, mas não apenas, porque ficção e realidade aproximam-se quando nos reconhecemos nas paginas do livro e ainda descobrimos coisas que não sabíamos, como só os bons autores o conseguem. Toca-nos de um modo muito especial e quando assim acontece, compreendemos quase intuitivamente tudo o que nos e´ contado como se estivéssemos a partilhar confidencias, em cumplicidade com as personagens. Neste livro, vamos partilhar o mundo secreto de Rose Tomlin, enquanto Alice e Lola lêem “A Rapariga dos Cabelos de Linho” e acompanhamos a amizade e apreço mutuo. Tanto para descobrir sobre uma fascinante mulher, filha bastarda de um conde e de uma arrojada mãe que apenas reconhece depois da sua morte.

Atravessamos a I Guerra Mundial e as suas consequências ligeiras para esta privilegiada personagem, para terminarmos na Guerra Civil Espanhola com a sua terrível perda. Lola e Matias são mais do que personagens secundarias, também eles com um difícil percurso que se altera quando Alice se cruza nos seus caminhos.

“Quando te sentires sozinha, lê um livro. Isso vai salvar-te…” Um bom conselho que Rose aceitou do seu primeiro amor. “Historias nas quais se refugiar, historias pelas quais fugir. Livros.”

“O tato das folhas, o calor seco do papel, livros com as suas lombadas arredondadas, de meia encadernação, brocados, de tecido, livros com nervos, com etiquetas, sem elas, escritos há cem anos, onde o calor das mãos alheias deixou uma historia feita de tempo” (pag.93)

Sinopse:

A Vida Quando era Nossa é um tributo à literatura, mas é sobretudo uma história de amizade entre duas mulheres. Uma história que começa quando se abre um livro e que só termina quando todas as pontas da narrativa se unem.
«Tenho saudades do tempo em que a vida era nossa», diz Lola, a protagonista do romance. Sente falta da sua vida, tão cheia de esperança, feita de livros e conversas ao café, sestas ociosas e projetos de construir um país. A Espanha que, passo a passo, aprendia as regras da democracia.

Mas, em 1936, chega um dia em que a vida se transforma em sobrevivência e agora, passados quinze anos, a única coisa que sobra é uma pequena livraria, meio escondida num dos bairros de Madrid, onde Lola e Matías, o marido, vendem romances e clássicos esquecidos.
É nesse lugar modesto que, em 1951, Lola conhece Alice, uma mulher que encontrou nos livros uma razão para viver. Acompanhamos a amizade entre as duas, atrás do balcão a lerem o mesmo livro juntas, e isso leva-nos atrás no tempo, à Londres do início do século XX, para conhecermos uma menina que se perguntava quem seriam os seus pais…

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