Ate´ que a morte nos una – Jonathan Tropper

atequeamortenosunaUm talento impar para transformar o amor numa imensa trapalhada. 

Não dispenso ou adio ler qualquer romance de Jonathan Tropper. São imbatíveis em sarcasmo, muitas vezes irreverente mas sempre inteligente e profundo, que nos deixam com lágrimas nos olhos de comoção ou de riso descontrolado em cenas visualmente expressivas e fortes.

Esta saga familiar e´ de leitura compulsiva apesar das suas mais de quatrocentos paginas de letra miudinha. Não consegui apartar-me desta brilhante historia e das suas peculiares personagens tão bem caracterizadas, porque estava presente no Shivá daquela enlutada e entorpecida família. Todos nos tocam de um jeito especial, porque os compreendemos e aceitamos como melhores amigos. Uma família com dificuldade de exprimir emoções em acontecimentos trágicos, que recorre a gracejos, sarcasmos e insultos em aniversários, dias de festa, casamentos e doenças.

Não tenho palavras para os elucidar ou preparar para o que vão encontrar nestas paginas, sem parecer que estou a pecar por excesso. Mas não se consegue resistir ao que projectamos com as cenas protagonizadas pelos membros desta família. Os seus perturbadores pensamentos ou comentários são um festim, bem como a sua sagacidade que, em animados diálogos, nos deixam estarrecidos. O fim do casamento de Judd e o inicio do período de Wendy são capítulos memoráveis.

Um imenso prazer de ler!

Sinopse:

Quando Judd Foxman encontra a esposa, Jen, na cama com o seu chefe numa posição muito comprometedora, perde o trabalho e a mulher. E no momento em que começava a pensar que as coisas não podiam piorar, recebe a notícia da morte do pai, cuja última e derradeira vontade é que os filhos cumpram o Shivá, uma tradição judaica que pretende juntar, debaixo do mesmo tecto, toda a família durante sete dias. Esta será a primeira vez que o clã Foxman se reúne desde há muito tempo.

Algumas famílias podem-se tornar tóxicas quando expostas a uma exposição prolongada. E a família Foxman em particular pode atingir um nível de toxicidade letal. É nisso que Judd está a pensar, com o prato de salmão e batatas à sua frente, na mesa, tentando alhear-se dos gritos dos sobrinhos. O telemóvel do cunhado não pára de tocar, a irmã e seu eterno compincha (o irmão mais novo) insistem em desferir-lhe dardos venenosos enquanto a sua mãe, num vestido demasiado justo, o olha com uma insuportável expressão de pena.
Bastam algumas horas para que a casa se torne num barril de pólvora prestes a explodir, com velhos rancores, paixões nunca silenciadas e segredos vergonhosos. E, enquanto todos à sua volta parecem perder o controlo, Judd terá de tentar descobrir se consegue encontrar um novo equilíbrio, apesar de tudo.

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