A Trégua – Mario Benedetti

atreguaEstive algum tempo na posse deste livro sem o ler. Depois que o li, estive algum tempo sem o comentar. Não é fácil ou simples e não o vou conseguir fazer condignamente. Afirmar que foi um justo merecedor dos prémios que recebeu, é quanto baste para promover esta leitura.

Um homem maduro que faz um diário não me parece uma coisa corriqueira. Um solitário que à beira da reforma descobre nos seus últimos dias de trabalho uma jovem mulher que o encanta, e mais tarde lhe corresponde, e no papel conta tudo o que ocultou por incredulidade e medo que esse amor se perdesse, já me parece verossímil. Este homem tem profundos sentimentos e alguma amargura que importa conhecer ou não fossem eles transversais a todos em determinados momentos da vida.

Um outro olhar sobre amores que nos parecem desiguais. Até na relação parental com filhos adultos.

Que seja eterno enquanto dure. Momentos felizes e apaixonados que se revelam melhor por linguagem corporal do que no uso das palavras.

Sinopse:

Em Buenos Aires, dois amantes vivem um amor que transgride todas as convenções sociais. Martín Santomé é viúvo há mais de vinte anos e praticamente criou os filhos sozinho. Confidencia ao seu diário que se sente cansado de um quotidiano sedentário no escritório e que de dia para dia agravam-se os conflitos geracionais com os seus filhos. O seu único alento é a reforma, para a qual faltam seis meses e vinte e oito dias.
Tudo muda quando surge uma nova colega, Laura Avellaneda, num escritório contíguo ao seu – “o seu corpo, a sua boca grande, as suas pernas lindas” – e só assim se atenua a obsessão de Martín centrada nos vinte e oito dias. Martín descobre pela primeira vez o amor com a jovem e vigorosa Laura.
Superando todos os convencionalismos e transgredindo as circunstâncias impostas pela diferença de idades, os dois amantes revitalizam sentimentos e enfrentam os riscos dessa relação amorosa: Martín e Laura vivem profundamente o seu momento no qual se inscreve o sentido da eternidade.
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2 pensamentos sobre “A Trégua – Mario Benedetti

  1. Bom, este tema já está um pouco “batido” não achas? Se ele se apaixonasse por uma mulher mais velha é que seria original e aí sim, difícil de aceitar pela sociedade!

    • O tema pode ser “batido” mas a perspectiva sobre este assunto com os sentimentos que estão envolvidos pode ser única. Escrito de um modo tão despojado e sentido que não se fica indiferente. Vale mesmo a pena ler este pequeno livro.

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