“A casa de papel” Um clássico para bibliófilos :: Opinião

Um clássico para bibliófilos.
Um relato impregnado de paixão pelos livros… pelas palavras do Público.
Pequenos prazeres, é a “categoria” que a ASA lhe atribuí.
Um dos livros da vida de Ondjaki. – (link para vídeo – Ler mais ler melhor)… que foi por onde eu o descobri.
Para mim é um livro obrigatório!

Ao lê-lo deu-me uma vontade enorme de repetir “Como um romance”, de Daniel Penac. Ambos dão uma série de deliciosos «mandamentos».
Ao lê-los sentimo-nos compreendidos, encontramos justificações para atitudes típicas de leitor, desde o dobrar o canto de uma página, a sublinhar frases ou ao simples acto de escrever o nosso nome na primeira página…

“Amiúde é mais difícil desfazermo-nos de um livro do que obtê-lo.”

“A casa de papel” é um convite para viajar na literatura e aumentar a sua biblioteca, ou não fosse este livro um verdadeiro roteiro de grandes livros e grandes autores.
“(…) o tamanho das bibliotecas conta. Ficam expostas como um grande cérebro aberto (…)” ” (…) uma biblioteca é uma porta no tempo.”

A ideia de o leitor como um coleccionador minucioso munido de um cuidado estratégico de ladrão, que com a sua intrigada curiosidade constrói a sua própria casa de papel, é simplesmente divinal.

Divinal é também a caricata arrumação dos livros e a sua catalogação, uma descrição simplesmente brilhante, são duas a três páginas (pág. 40 em diante) de puro divertimento… por certo haverão leitores que irão rir ainda mais por encontrarem semelhanças consigo mesmos.

Este livro de culto de Carlos María Domínguez é um hino ao amor pelos livros, mas também à tragédia associada a eles. O vício dos livros levado ao extremo, numa dedicação sombria. Pois para além da curiosa morte de Bluma, temos o bibliófilo Carlos Brauer, um “animal de cidade até à medula” que vê a sua vida emparedada de livros e uma solidão atroz.

É ao relatar Brauer como “alguém pouco habitado” que surge a personificação do medo, um lugar sem sombra. A solisão é um lugar sem sombra.

Mais não posso revelar, só deixar-vos o link para a sinopse e mais informações.

(…)

“O arrependimento é um intervalo entre dois pecados” de Paul Eldridge é uma frase, mais que adequada para rematar este romance

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