Vou Emigrar para o Meu País – Nuno Costa Santos

vouemigrarAlém das leituras que vou iniciando e mantenho em casa, há sempre um livro que me acompanha para todo o lado, pois nunca se sabe quando surge a oportunidade de ler umas linhas. Este livro “portátil”, quando não é um e-book, é escolhido tendo em conta a dimensão e o peso, e também a temática.

Os livros de Crónicas são óptimos para esta função. Qualquer momento ou local é bom para cronicar. “Vou Emigrar para o Meu País” reúne textos sobre situações e pessoas com os quais nos identificamos. É o nosso Portugal como uma casinha onde todos moramos. Dia-a-dia de situações com que nos identificamos, da família aos amigos, do bairro onde vivemos aos colegas de trabalho, da vida profissional, ao casamento, aos filhos, ao trânsito, enfim, textos fáceis de ler e de gostar. Um livro a ler de sorriso nos lábios, que mesmo nos assuntos mais sérios nos deixa de bem com a vida.

Pessoalmente aprecio opiniões mais duras e acutilantes, Nuno Costa Santos é, como avisa no início, o “marginal ameno”. Por vezes soube-me a pouco, mas aprendi que é possível referir e denunciar situações de forma suave e amena, o que não é para todos. Gostei muito da companhia deste livro.

Sinopse

“”Apetecer” é um verbo demasiado leviano nestes tempos em que tudo tem de ser justificado, cada decisão deve ser fundamentada por uma data de estudos e previsões. Apetece-me uma coisa qualquer e vem logo um especialista com as suas opiniões sustentadas. Veja lá bem, pense duas, três, quatro vezes. Pior do que tudo, por me apetecer entro na categoria dos Tipos a Quem Apetece Esse Tipo de Coisa. Chegou a altura de ir para as janelas gritar que há estudos a mais. Ou por outra: os estudos são mais do que as mães e, tal como as mães, às vezes podem ser muito chatos.
Quero acreditar que Gaudi desenhou a Sagrada Família porque lhe apeteceu. Que Fernando Pessoa escreveu o poema Tabacaria porque lhe apeteceu. Que Deus, se existir (se calhar não lhe apetece existir, está no seu direito), criou o mundo e o Homem porque lhe apeteceu. Porque lhe deu na telha. E nada nem ninguém – nenhum estudo e nenhum especialista – tem alguma coisa a ver com isso.”

Escritório Editora, 2014

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