Não Digas Nada de Mary Kubica

Que leitura empolgante esta! Aparentemente sabemos com o que lidamos.

Por um lado, a trama decorre com momentos de um passado não muito longínquo: Mia, filha de um juíz demasiado duro e de uma mãe submissa e pouco presente, é raptada. É o “Antes”. Sentimos o seu medo ao conviver com o raptor, a sua insegurança. O desespero de sua mãe. A quase indiferença do pai. As buscas dirigidas pelo inspector Gabe.

Por outro, a autora intercala o “Depois” do rapto quando Mia já se encontra em segurança, em casa. O trauma sofrido impede-a de recordar o que lhe aconteceu, a sua mente afastou algo que a incomoda e que desconhecemos por completo. Síndrome de Estocolmo, já ouviram falar?

Varios narradores relatam-nos os acontecimentos e, sobretudo, os seus sentimentos. Mia, claro! Mas também Colin, o seu raptor, Eve, sua mãe e o Inspector Gabe. Com todos, por razões diferentes, criamos uma certa empatia. Vamos balançando os nossos sentimentos entre a repulsa e a quase empatia com o raptor. Sentimentos contraditórios, eu sei, mas que imprimem um ritmo de leitura voraz.

O mistério mantém-se sempre durante todo o livro. Mesmo quando julgamos estar na posse de todos os elementos. E digo “julgamos” porque o final sofre uma reviravolta surpreendente. Afinal, não é isso que se pretende de um bom thriller? Recomendo esta leitura, sobretudo se querem ficar presos às páginas de um livro!

Estrelas: 5*

Sinopse

Um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, Não Digas Nada revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.

Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.

Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.

Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.

 

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