A Casa de Papel – Carlos María Domínguez

acasadepapelAqueles que não entregam o corpo e a alma aos livros podem parar de ler. Não vale a pena, não vão entender como é possível ser apaixonado(a) por livros.

Quem sente que não pode viver sem a presença constante de livros, sem o seu cheiro, o barulho das folhas, quem gosta de ser muitas pessoas e conhecer locais da forma única que a imaginação permite, não vai ficar a saber nada de novo.

Por isso não vou escrever nem contar nada que quem ama os livros não saiba já. Vou partilhar. Relaxem e inspirem-se. E sonhem com uma casa de papel.

“(…) vivia sozinho na casa da rua Cuareim e devorava quantos livros lhe chegavam às mãos juntamente com inumeráveis pacotes de pastilhas e caramelos que se espalhavam pelo chão dos quartos. O hábito dos caramelos substituía o dos cigarros, que os médicos lhe tinham proibido, e era tão viciante quanto a sua paixão pelos livros, reunidos em compridas estantes que ocupavam os quartos, do chão ao tecto, de ponta a ponta; empilhavam-se na cozinha, na casa de banho, e também no quarto de dormir. Não o original, porque daí fora desalojado, mas no sótão para onde tinha ido dormir, ao lado de uma pequena casa de banho. A parede da escada que até lá conduzia também estava carregada de livros, e a literatura francesa do século XIX velava, digamos, o seu escasso sono.” (Págs.32/33)

“A casa de banho tinha livros em todas as paredes menos na do duche, e se não se estragavam era porque deixara de tomar banho com água quente para evitar o vapor. De Verão ou de Inverno, os duches dele eram de água fria.” (Pág.33)

Sinopse

“Os livros mudam o destino das pessoas: Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura. 
Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma.
A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção.”

Asa, 2010

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