Nunca te distraias da vida

2014, 08-48Este é um livro que não planeei ler. Raramente leio biografias ou livros biográficos. Não conheci o autor mas estive presente no lançamento deste livro onde fui surpreendida com um evento que definiria como acontecimento social, tal o número de pessoas e eram realmente muitas, que eram alvo das objectivas dos fotógrafos. Do que assisti, Manuel Forjaz merecia a admiração e apreço de todos eles. Um comunicador nato e um homem encantador. De uma serenidade que o iluminava e que inicialmente me levaram a pensar que estaria em remissão do cancro. Um otimista crónico que vivia a vida como ela deve ser vivida. Sem cedências à autocomiseração, nem distrações. A determinação com que enfrentava a doença e a frontalidade em falar do que era ter um cancro, sem hesitações ou subterfúgios, fez com que lesse este livro.

Não posso afirmar que o compreendi na totalidade porque não sei o que é ter alguém que ame doente. Mas partilho da opinião do Manuel em muitas “instruções” que deixa, porque aprecio o lado bom da vida e acho que nunca devemos descurar o que é realmente importante.

Um livro despretensioso que se lê num ápice que pretende desmistificar a doença com um testemunho de grande coragem e positivismo.

“Não se esquecer de viver a vida, que é fantástica, surpreendente e extraordinária. Podemos morrer da doença mas a doença nos nos matará”

Sinopse:

Nunca te distraias da vida é um livro biográfico, mas não é uma biografia. 
É um livro que nos fala do cancro e do que é viver todos os dias com a doença, tentando manter a disciplina, a alegria e uma agenda profissional milimetricamente preenchida, como Manuel Forjaz sempre teve. Sem que pretenda ser um manual de comportamento ou, sequer, um livro de auto-ajuda, trata-se de um testemunho e de uma ferramenta muito útil para todas as pessoas que estão a viver um problema semelhante ou que têm um familiar ou um amigo doente. 
Um livro despretensioso, que explica o que é lutar sem nunca baixar os braços.  

Um livro sobre a vida, a história de quem vive com a doença e com uma certeza “ Poderei morrer da doença, mas a doença não me matará.”

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