«O Boneco de Neve» de Jo Nesbo – Opinião

Não resisto a arrepiar-vos desde o início com o trailler deste livro:

O prenúncio de morte trazido pelo «O Boneco de Neve» mantêm-se até ao final. Aquela manhã de 5 de novembro de 1980 deixa-nos enregelados com aquele traço de destino: “Vamos morrer.”
Os anos passam, as neves vêm e vão, tal como os crimes. Harry Hole, o detective com a mania dos serial killers e o drama de beber uns copos a mais do que a conta certa, vê nestes assassinatos algo mais profundo do que um mero crime passional. A frieza, o traço calculista e a associação à imagem de um vulgar boneco de neve, levam Hole a suspeitar de algo mais tenebroso.
Não me irei prender muito às personagens que fazem o núcleo central desta série, já que este policial é antecedido de outros tantos e acredito que me escapem certos detalhes, como a história Hole e Rakel, mas que em nada nos condicionam o entendimento e capacidade para desvendar o crime, ou uma série deles!
Deixo-vos já de aviso para Katrine Brett, que sem ser altamente descrita como a próxima “gata do pedaço”, tem potencialidades para tal e desenrola aqui um enredo que pode provocar algumas rasteira a nós leitores e detectives de bancada, munidos de manta e chá.
Ainda assim, Jo Nesbo não me conseguiu confundir assim tanto, há detalhes que são decisivos, basta estarmos atentos, e mais não revelo, nem posso.
Esta reencarnação do assassino na figura do boneco de neve, não deixa de ser uma ideia bastante bem explorada, dada à frieza dos crimes e ao bizarro provocado pelo uso de certo instrumentos (descrição essa bastante arrepiante). A ideia do toten ainda me levou a pensar na recente série Hannibal e vi avizinhar-se um cenário ainda mais sangrento, mas não, ainda assim as aparições dos vários bonecos não deixa de ser macabra o suficiente.
A maneira como as personagens vão entrando em cena vão recheando as divagações do leitor e faz-nos procurar defeitos que justifiquem actos criminosos. O rol de personagens vai-se ligando de forma doentia (e esta palavra faz todo o sentido). Doença é ainda a chave de todo o enigma e é nessa esfera de psicose mórbida que vimos o quanto o rumo que uma família escolhe, pode ser nefasto para os seus filhos.
Porém, nem sempre os traumas justificam tudo, mas a verdade é que os livros espelham muitas vezes casos verídicos, com uma pitada de ficção abrilhantam o enredo, mas o foco é mesmo a realidade. E a realidade é o que torna casos destes, ou semelhantes, ainda mais fortes e arrepiantes.
Mesmo pertencendo a uma série não deixem de se embrenhar no frio norueguês e sentir alguns arrepios com este assassino vindo do frio!
Uma leitura com o apoio da Dom Quixote, vejam mais sobre o livro aqui e leia as primeiras páginas aqui.
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