Para onde vão os Guarda-Chuvas de Afonso Cruz

Edição/reimpressão:

 

2013

Páginas:

 

624

Editor:

 

Alfaguara Portugal

ISBN:

9789896721978



Mal acabei de ler este livro e já estou aqui a escrever o que senti durante esta leitura. Não que seja o ideal porque é um livro tão rico, tão cheio de palavras plenas de sentido e belas que deveria deixar passar mais tempo para o assimilar melhor… MAS tive receio de começar outro livro e deixar os meus pensamentos, os meus sentidos misturarem-se com outras histórias.

Foi fantástico descobrir a escrita de Afonso Cruz. Já estava cansada de ouvir maravilhas e achei que qualquer leitura iria ficar aquém das minhas expectativas. MAS isso não aconteceu, de facto!

A história prende, claro. MAS prende muito mais a multiplicidade de personagens, a sua riqueza tanto ao nível dos pormenores físicos como psicológicos. O mudo que fala com as mãos e que com elas faz poesia, a criança que tudo faz para ser amada e que se parece com o pai adoptivo, “invisível como as paredes”, são as minhas preferidas.

Há frases belíssimas que nos fazem perguntar como é que é possível escrever tão bem. Frases que nos deliciam os sentidos, que nos elevam para outros mundos, outros amores. Frases que nos fazem sonhar. Delícias que relemos e relemos e relemos. Não nos cansam.

O fim é imprevisível. Inexplicável. Duro. E belo, ao mesmo tempo.

Recomendo muito esta leitura! Quero ler outras obras de Afonso Cruz. Será possível escrever assim, sempre?

Estrelas: 6*

Sinopse

O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos que foi o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso. Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca.
Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.

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2 pensamentos sobre “Para onde vão os Guarda-Chuvas de Afonso Cruz

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