Bordel Português de Nelson Quintino

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 344
Editor: Divina Comédia
ISBN: 9789898633026

Creio que a este livro ninguém pode ficar indiferente! Não é de todo o meu tipo de leitura favorita (gosto muito de casos verídicos e romances históricos), nem sequer uma leitura que escolhesse pela capa ou pela sinopse. Amigos leram, disseram bem e peguei nele.

O tipo de escrita do autor é de tal forma sui-generis que nos encantamos pelas personagens logo ao fim de algumas páginas. Desconcertante, imaginativo, irónico e com um humor tal que não conseguimos deixar de rir. Mais, olhamos em volta para verificarmos se alguém está a olhar para nós e a achar que somos tolinhos!

Os nomes das personagens são engraçadíssimos e não poderiam, de forma alguma, ser outros. Estão perfeitos e são uma caricatura do belo português que por aí vemos. A sua caracterização, feita lentamente com o decorrer da páginas, misturada com o humor desta escrita com os pontos todos nos “ís”, dão ritmo à narrativa tornando-a muito dinâmica e divertida. Sobretudo isso: divertida!

O uso de palavrões não é inusitado. Estão lá porque é aí o seu lugar. Não choca. Pertencem à história, conferindo-lhe autenticidade.

Se bem que esperasse outro final, gostei muito desta leitura. Voltei a trás muitas vezes para reler algumas frases que considerei hilariantes! Muito bom! E o pior é que retrata, em muitos aspectos, a realidade portuguesa dos dias que corremTomara que fosse só ficção!!!

Terminado em 4 de Agosto de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Henrique H queria encontrar Deus.
Desempregado em nome coletivo, ex-forcado amador, batoteiro profissional especializado em perder e pagar depois, agente de cobranças difíceis, contrabandista de rebuçados de fruta e chupa-chupas, vendedor de tristezas alheias nas horas vagas, taxista de fim de semana sem carta de condução, Henrique pretendia abandonar de uma vez por todas as azáfamas da má vida.
Com um registo literário semelhante aos primeiros romances de António Lobo Antunes, Bordel Português é o retrato de uma Lisboa atual, mas castiça, com personagens tão coloridas como as de Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal. Um livro que não se consegue parar de ler!

 

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