A Loja dos Suicídios – Jean Teulé

suicidiosNa minha lista já há uns anos, “a Loja dos Suicídios” veio finalmente comigo para casa nesta Feira do Livro de Lisboa de 2013.

Não sinto necessidade de me alongar muito nesta resenha, visto ser um livro que prometeu mais do que deu, que durante muito tempo me encheu de expetativas pelo seu apurado humor negro, que de facto está bem presente no início, mas que vai perdendo força à medida que a narrativa avança.

A família Tuvache, proprietária de uma loja que ajuda as pessoas a morrer e incentiva ao suicídio daqueles que pensam em acabar com a própria vida, começa por ser apresentada de forma mórbida de modo a fazer jus ao negócio que leva a cabo. Tudo é negro no dia-a-dia dos Tuvache, estão perfeitamente alinhados com o conceito do negócio. O início do livro é francamente cómico e bem conseguido. No entanto, estas pessoas tão particulares deixam-se “corromper” pela bondade de um dos elementos da família; o filho mais novo vê beleza e felicidade em tudo e acaba por desvirtuar radicalmente os propósitos da Loja dos Suicídios.

Mais um daqueles livros com uma espécie de moral em que o bem vence sobre o mal, e em que uma ideia criativa e diferente se transforma numa sequência de banalidades. Lê-se bem mas não é a prometida “pérola de humor negro”.

“-Há muita gente amadora… Sabe o senhor que, em cento e cinquenta mil pessoas que fazem a tentativa, cento e trinta e oito mil fracassam. Estas pessoas costumam ficar aleijadas, em cadeira de rodas, desfiguradas para a vida, ao passo que connosco…

Os nossos suicídios são garantidos. Morto ou reembolsado! Vá lá, não se vai arrepender desta compra, um atleta como o senhor!… Basta respirar fundo, e já está! E depois, como eu digo sempre, só se morre uma vez, ao menos que seja um momento inesquecível.” (Pág. 25).

Sinopse

“Morto ou reembolsado!. Eis o slogan da Maison Tuvache, uma lojinha que comercializa tudo o que há de mais fino e eficaz para a lúgubre empresa do suicídio. Há dez gerações que a Loja dos Suicídios satisfaz 100% da clientela: morrem todos e não fica nenhum para reclamar. Mas a família recebe um novo elemento, a criança que traz com ela uma terrível maldição: a alegria de viver. O pequeno Alan passa os dias a cantarolar, a consolar os clientes e, pior que tudo, a rir. Sim, Alan gargalha. Alan é um otimista. E prepara-se para sabotar o próspero negócio de família.”

Guerra e Paz, 2013

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